Presidente da Fenavist participa de encontro regional de empresários de segurança, em São Paulo

24 de Setembro de 2015 às 15:52
Organizado pelo SESVESP, o II ERESP reuniu o setor para discutir os principais assuntos do mercado

O Presidente da Fenavist, Jeferson Nazário, participou ontem, dia 23, da 2ª Edição do Encontro Regional das Empresas de Segurança Privada (ERESP), realizada pelo SESVESP - Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo. O evento teve como objetivo levar ao conhecimento dos associados informações relevantes para o segmento, apresentando e discutindo novas tendências de mercado para se alcançar metas.

O evento contou com a palestra da jornalista Cristiana Lôbo, que falou sobre o tema Crise e Oportunidade, perspectivas para o futuro sobre o mercado e a política. Outro palestrante convidado foi o psiquiatra, escritor e empresário com diversos livros publicados, Roberto Shinyashiki.

Mas o ponto alto do evento foi a mesa formada pelo Presidente Jeferson Nazário; por José Jacobson Neto, Presidente da ABREVIS; e por João Palhuca, Presidente do SESVESP; para comunicar aos empresários os pontos mais polêmicos do Estatuto da Segurança, que ainda está em discussão na Câmara dos Deputados.

Diversos temas foram apresentados como jornada de trabalho, cotas de deficientes, menores aprendizes, e a criação do Conselho Nacional de Segurança Privada.

Após a breve explanação o Presidente Nazário encerrou sua participação frisando: “temos que continuar o trabalho de tantas pessoas que atuaram na construção do Estatuto. Por isso fiz questão de vir aqui e agradecer ao SESVESP, que está apoiando as ações da FENAVIST. Estamos ouvindo todo o empresariado, mas precisamos estar cientes que existem muitas frentes atuando nesse processo, cada uma defendendo seus interesses, e que o Estatuto possível talvez não seja o ideal. Mas no Brasil de hoje, com a economia apresentada para os próximos dois ou três anos, a única forma de continuarmos no mercado é sendo criativos e abrindo novos nichos de atuação. Nosso setor está muito atrelado à economia: se há crescimento econômico, nós prosperamos; se não há, começam as demissões. Nós temos visto, por informações do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que com o advento do Adicional de Periculosidade o setor começou a estacionar, depois foi crescendo timidamente e nesse primeiro semestre foram extintos 15 mil postos de trabalho. E a tendência é diminuir mês a mês devido aos ajustes da economia. Geralmente, o primeiro item a ser cortado é a segurança privada. Quando o cliente não pede redução de preço, extingue o posto. E quando pede redução, vem um amigo nosso e pratica um preço inferior ao que cobramos. Esse é o nosso setor, por isso temos lutado para mudar essa característica tão perigosa e destrutiva”.