PF proíbe empresa de segurança de atuar em Cruzeiro do Sul

25 de Abril de 2016 às 14:32
Divulgação/Internet
Polícia diz que vigilantes não possuem Carteira Nacional de Vigilante.
Empresário diz que regra 'não é lucrativa' para a empresa.
 

A Polícia Federal proibiu uma empresa de segurança em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, de atuar em festas de casas noturnas na cidade. De acordo com a denúncia, os vigilantes não possuem a Carteira Nacional de Vigilante (CNV), necessária para a atuação da empresa.

O proprietário da empresa, Joaz Oliveira, de 49 anos, disse que para obter o documento seria necessário assinar as carteiras de trabalho de cada servidor, o que ele considera inviável.
“Eu tinha um acordo com a Polícia Federal com o antigo delegado, quando inicie. Mas agora, o delegado novo exigiu a CNV e serão custos que não são lucrativos para nós, a não ser que as boates paguem um valor mais alto”, afirma.

O empresário diz ainda que a decisão pode significar o fim das festas e eventos na cidade. “Infelizmente, pode significar o fim desse tipo de festividade no município porque não vai encontrar empresa que atue da forma que eles querem”, explica.

O Fundo de Reaparelhamento Policial (Furepol) informou que a possibilidade existe devido à autorização de funcionamento, que exige que esse tipo de estabelecimento tenha um contrato de seguranças com alguma empresa.

O gerente regional do Furepol, Jeovane Maciel, informou que, como medida temporária de emergências, os bares e boates foram autorizados a assinar contratos com os vigilantes sem intermédio da empresa.

“O Furepol só autoriza com o contrato. Acontece que esse final de semana, excepcionalmente os bares e boates, vão funcionar porque foram autorizados por meio de orientação do Furepol do estado apenas para não ter um prejuízo grandioso aos proprietários”, finaliza.

Em nota, a PF informou que a CNV é um documento obrigatório para o serviço. "Também informamos que mesmo o contratante dos serviços de segurança está sujeito a eventual responsabilização administrativa, civil, trabalhista ou penal quando os mandamentos legais não são seguidos. Os serviços de Segurança Privada prestados de forma irregular colocam em risco não só os contratantes, mas a população em geral, que fica a mercê de indivíduos, muitas vezes armados, que não tem nenhuma qualificação profissional, técnica e idoneidade para exercer a atividade".

Fonte: Portal Globo de Notícias - G1 Anny Barbosa

Link de acesso: http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2016/04/pf-proibe-empresa-de-seguranca-de-atuar-em-cruzeiro-do-sul.html


Redação FENAVIST
Flávia Di Ferdinando
Lorena Braga