Mineira Esquadra cresce mais com a segurança de valores

19 de Fevereiro de 2016 às 13:37
Parceria. À esquerda, o fundador da Esquadra, Marcos Vinícius Ferreira, e o sócio, Alex Moreira, que acreditaram no negócio há 15 anos

Por: HELENICE LAGUARDIA

Empresa, que começou com uma pequena sala em Belo Horizonte, faturou R$ 295 milhões em 2015

 

Há 15 anos no mercado, depois de começar com uma pequena sala em Belo Horizonte, Marcos Vinícius Ferreira, 36, fundador da Esquadra – com atuação em transporte de valores, escolta armada, segurança patrimonial, segurança eletrônica e serviços – não tem do que reclamar de 2015, ano em que registrou um crescimento de 40% ante 2014, com faturamento de R$ 295 milhões. Neste ano, Ferreira prevê um resultado de R$ 350 milhões.

Com presença nas capitais de cinco Estados – Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná – e escritórios regionais em 24 cidades, Ferreira conta que a maior demanda registrada no ano passado foi no transporte de valores. “É um mercado muito fechado, com dominância das multinacionais, e somos uma novidade, com o diferencial de atuação em cinco segmentos”, explica o administrador de empresas.

Com foco num trabalho maior da própria carteira de mais de mil clientes, Ferreira conta que já presta serviço a grandes empresas, como bancos, indústrias, supermercados e redes do varejo. Por isso, analisa o que pode fazer para agregar mais valor ao negócio. “Colocamos mais 15 pessoas em nossa área comercial em janeiro”, diz Ferreira, que tem um quadro de 5.400 empregados.

Com uma gama variada de empresas, Ferreira conta que os preços da Esquadra começam em R$ 180 por mês para serviço de segurança eletrônica até R$ 1,8 milhão por mês para bancos, indústrias e redes de varejo de uma forma em geral.

Caminhões-fortes. Por exigência da Polícia Federal, as empresas têm que ter frota blindada própria para o transporte de valores. Por isso, a Esquadra já tem 60 caminhões-fortes para atender esse segmento, que começou na empresa há quatro anos com dez veículos. “Esse volume tem capacidade instalada para quatro até cinco anos”, informa.

Desse total, 25 caminhões foram adquiridos no ano passado, num investimento de R$ 10 milhões, para o que Ferreira chama de novo mercado. “Eles não transportam somente dinheiro, mas, principalmente, para o mercado de São Paulo e Rio de Janeiro, servem para carregar mercadoria com alto valor agregado (telefones, notebooks, medicamentos, cigarros e componentes eletrônicos)”, explica.

Com os caminhões fabricados em São Paulo, pela MIB, Ferreira acredita que o futuro desse mercado é mesmo o transporte de mercadorias de alto valor agregado. “E é um caminhão que é só adaptar o cofre”, conta. 

Parceria

MIB.
 A Esquadra desenvolveu com a MIB um caminhão multifuncional blindado que transporta tanto dinheiro como produtos. Com isso, não é preciso ter um caminhão para cada negócio.

Início da carreira foi como office boy em empresa do setor

Antes de abrir a Esquadra, Marcos Vinícius Ferreira passou por algumas provações na vida. “Comecei aos 15 anos, como office-boy numa empresa do ramo de segurança, muito pequena. E passei por várias funções. Tive essa sorte”, conta. Ainda na faculdade de administração de empresas, Ferreira atuou como gerente comercial e, quando estava terminando a faculdade, não tinha ainda recursos para montar a própria empresa.

“Então montei um escritório e de 23h às 3h, durante cinco anos, trabalhava em meu negócio. Com três anos da empresa, ainda não dava para pagar o que eu ganhava na companhia em que eu estava”, lembra. Mas aos cinco anos de atuação, ele acertou alguns contratos e, dois anos depois, conseguiu também levar o sócio Alex Moreira.

Para isso, Ferreira alugou uma pequena sala no bairro Caiçara, em BH, investindo cerca de R$ 5.000 para iniciar o negócio. “Se eu fosse esperar, eu tinha mais fome de fazer e ideia na cabeça, então tinha que fazer acontecer. O medo nos dá o frio na barriga, e isso é bom para continuarmos”, ensina.

Hoje, Ferreira quer ser reconhecido como uma solução de segurança onde atua. “E eu acho que estou no meio do caminho, pois esse termômetro é dado pela equipe comercial. Nos últimos anos a gente vem sendo recebido com a frase: ‘Esquadra? Ah já ouvi falar sim’. Isso é uma marca”, comemora. 

 

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Redação FENAVIST
Flávia Di Ferdinando
Lorena Braga